O Brasil é líder mundial na produção de todos os segmentos do complexo sucroalcooleiro e um importante player internacional em agroenergia.
Só no ano passado, nossas exportações de álcool e açúcar somaram US$ 10 bilhões, contribuindo para o excelente saldo registrado na balança comercial do agronegócio.
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Mesmo com o avanço da tecnologia e da mecanização nos canaviais, o setor sucroalcooleiro gera cerca de 800 mil empregos diretos, em 370 usinas espalhadas pelo país.
Sem dúvida, é um dos pilares mais importantes do agro nacional, respondendo por quase 15% das nossas exportações.
Hoje vamos entender melhor a dinâmica do setor e como ele está ajudando a impulsionar o crescimento econômico do país.
Balança comercial do agro bate recorde em 2021
Os números não mentem: o agronegócio é a locomotiva do Brasil.
Nos quatro primeiros meses de 2021, nossa balança comercial deu um salto espetacular, crescendo 103,8% em relação ao mesmo período do ano passado.
Quase metade desse resultado veio das fazendas brasileiras, que remeteram ao exterior mais de US$ 36 bilhões em produtos dos mais variados segmentos, de cereais e carne bovina a produtos florestais.
Na análise setorial, as exportações do agro brasileiro cresceram 19,8% de janeiro a abril, com destaque para:
- Complexo soja: US$16,02 bilhões, sendo 83,8% de participação da soja em grãos;
- Carnes: US$5,61 bilhões, dos quais 44,9% foram de carne bovina; 37,9% de carne de frango e 14,6% de carne suína;
- Produtos florestais: US$3,93 bilhões, dos quais 49,5% foram de celulose e 37,4% de madeira;
- Complexo sucroalcooleiro: US$ 2,75 bilhões, dos quais 88,9% foram de açúcar;
- Grupo de café: US$2,05 bilhões, sendo o café verde com participação de 91,5%.
Confira no gráfico abaixo o desempenho da balança comercial brasileira até agora em 2020:
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Complexo sucroalcooleiro tem crescimento robusto
O complexo sucroalcooleiro do Brasil é considerado um dos mais modernos e competitivos do mundo.
Nos últimos anos, investimentos em tecnologia e mecanização de canaviais permitiram um avanço formidável da produtividade nas usinas.
Segundo um estudo publicado pelo portal Cana.com.br, esses investimentos em novas usinas tiveram impulso em 2003 devido principalmente a dois fatores:
- Crescimento da demanda internacional de açúcar, especialmente após a reforma da política europeia para o produto;
- Uso crescente do etanol no Brasil, a partir do desenvolvimento dos veículos com motores “flex”.
Além disso, cada vez mais países passaram a usar biocombustíveis em suas matrizes energéticas, no intuito de reduzir as emissões de carbono e a dependência a combustíveis fósseis.
Esses estímulos incentivaram a produção de cana-de-açúcar no Brasil, que cresceu 10,6% ao ano entre os ciclos de 2001/2002 e 2008/2009.
Nesse intervalo, a safra atingiu a incrível marca de 573 milhões de toneladas. Depois disso, passou a registrar estabilidade.
A produção brasileira de álcool avançou consideravelmente graças à pesquisa agrícola, que gerou ganhos enormes de competitividade na produção de açúcar e álcool.
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Estado de São Paulo é o principal polo produtivo
A Região Centro-Sul do país concentra a maior parte da produção de cana-de-açúcar, com destaque para o Estado de São Paulo.
A significativa expansão do cultivo da cana no norte do estado se deveu à substituição de culturas anuais e pastagens.
Além de importante polo industrial, São Paulo também é um grande exportador de produtos agro, contribuindo com cerca de 37% das remessas do país ao exterior.
No topo dos principais grupos de exportação paulista está o complexo sucroalcooleiro, que faturou US$1,78 bilhão de janeiro a abril deste ano, sendo 86,4% de açúcar e 13,6% de álcool.
Os destinos das exportações do complexo sucroalcooleiro são bem diversificados, e os resultados apontam como principais compradores:
- China – 12,5%;
- Estados Unidos – 7,7%;
- Bangladesh – 6,9%;
- Argélia – 6,5%;
- Índia – 5,4%;
- Indonésia – 4,8%;
- Nigéria – 4,4%;
- Marrocos – 3,9%;
- Arábia Saudita e Coreia do Sul – 3,8%;
- Demais países – 40,3%.
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Produção de açúcar e etanol deve continuar forte nos próximos anos
Atualmente, são raros os veículos de passeio no Brasil que não possuem tecnologia “flex fuel” em seus motores.
Além disso, o aumento da demanda mundial pelo açúcar e a maior participação de biocombustíveis nas matrizes energéticas permitirão que o complexo sucroenergético continue atraindo investimentos robustos nos próximos anos.
Segundo projeções da Fiesp/MB Agro:
As cotações do açúcar deverão passar por um novo movimento de alta no médio prazo, o que poderá oferecer alguma condição para a retomada dos investimentos na elevação da capacidade de produção daqui a alguns anos.
Confira no gráfico abaixo o principal destino da cana-de-açúcar:
Na avaliação do portal Agrolink:
Entre os principais fatores que explicam o aumento da demanda do etanol e a sua importância no mercado, se destaca a necessidade de substituição do petróleo e adesão aos biocombustíveis. A importância desse mercado pode ser observada no crescimento da demanda de combustíveis alternativos e renováveis no Brasil e no mundo, bem como na consolidação da produção e exportação do açúcar brasileiro.
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Exportações
O Brasil é o principal fornecedor mundial de açúcar, respondendo por cerca de 50% do volume total.
Em 2020, nossas exportações do produto bateram recorde, superando a marca de 30 milhões de toneladas.
De acordo com o site Novacana.com:
Este alto volume é justificado por um cenário global que favorece a commodity. No último ano, foram comercializadas 30,79 milhões de toneladas de açúcar, maior volume da série histórica iniciada em 2009.
No total, a receita com exportações de açúcar alcançou US$ 8,77 milhões, 69,4% a mais que o registrado em 2019.
O destaque das remessas fica para o açúcar em bruto, que movimentou 26,83 milhões de toneladas, a um preço médio de US$ 276,17/t.
Já o açúcar branco somou 3,96 milhões de toneladas, comercializadas a US$ 344,11/t.
Veja na reportagem do Canal Rural o desempenho do açúcar no mercado internacional:
Em relação ao etanol, as exportações brasileiras superaram 500 milhões de litros em 2020, sendo comercializados 156,37.
Mesmo com a queda doméstica do consumo, o dólar forte e a demanda aquecida no exterior estão fazendo com que as usinas brasileiras apostem nas exportações.
Além disso, o país está diversificando os destinos do nosso produto agroenergético, reduzindo sua dependência histórica aos EUA.
Confira no gráfico a seguir os principais mercados externos do etanol brasileiro:
Segundo matéria do Valor Econômico:
A Coreia do Sul elevou suas importações em 84% no ano passado. O país utiliza o produto apenas para fins industriais, e não como combustível, aumentando sua participação em 35% nas exportações brasileiras. Os EUA foram o destino de 984 milhões de litros de etanol do Brasil, e a Coreia do Sul, de 963 milhões de litros.
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