No Bloxs Convida desta quarta-feira (27), o CEO da Bloxs, Felipe Souto, bateu um papo com Pedro Rio, CEO da Clarke Energia, e Paulo Araripe, tesoureiro do Grupo Pecuária Brasil (GPB).
Os temas da conversa foram a redução da conta de luz em até 30% para empresas e a perspectiva de crescimento da pecuária nos próximos anos.
A Bloxs preparou um resumo desse bate-papo, confira:
Perfil dos convidados
Atual CEO da Clarke Energia, Pedro Rio foi Presidente da Confederação Brasileira de Empresas Juniores em 2016, trabalhou na Ambev em 2017 e em 2018 foi uma das lideranças da campanha do Felipe Rigoni, primeiro deputado federal cego da história.
A Clarke Energia é uma startup investida pela Canary, pela FEAP e pela EDP Ventures, que acredita que as empresas podem modernizar a forma de como se relacionam com a energia. Em geral, promete até 30% de economia na conta de luz sem nenhum investimento inicial.
Paulo Araripe é engenheiro agrônomo, consultor de sistemas pecuários e tesoureiro do Grupo Pecuária Brasil (GPB).
Com cerca de 15000 membros, o GPB reúne pecuaristas, técnicos, comerciantes, prestadores de serviços, entre outros, a fim de defender os interesses da pecuária no Brasil.
O GPB funciona como uma plataforma de comunicação integrada, fornecendo análises, notícias e um balizador de preços para o boi-gordo.
Desregulação do setor elétrico
Iniciando a conversa, Pedro contou que começou a estudar a evolução do setor elétrico no mundo para trazer uma solução inovadora para o Brasil.
Da África do Sul à Europa, Pedro estudou como os consumidores conseguem reduzir suas contas de luz através de um processo chamado “desregulação do setor elétrico”.
Na prática, seria como é hoje no Brasil o serviço de telefonia, em que o consumidor tem a liberdade de escolher a operadora que achar melhor em termos de qualidade de serviço e atendimento.
Seria, portanto, uma espécie de “portabilidade” no setor elétrico.
Mas no fornecimento de energia isso não acontece, pois os custos da distribuidora e da geradora são cobrados na mesma fatura para os pequenos consumidores.
Só que consegue dividir esses custos são os consumidores de média e alta tensão, com contas de luz acima de R$ 25.000.
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A missão da Clarke, segundo Pedro, é acelerar a desregulação do setor elétrico no Brasil e ser a principal plataforma de compra e venda de energia.
A gente criou um produto que é um ajustador de tarifa, semelhante à adequação tributária feita pelo contador para uma empresa pagar menos impostos. O que nós fazemos é uma espécie de adequação tarifária, escolhendo a melhor tarifa de energia para a empresa pagar menos, sem mudar nada no seu dia a dia.
Altos custos da energia no Brasil
Os altos custos da energia elétrica no Brasil se devem à forma como é contratada a geração.
Pedro explica que isso é feito através de leilões de energia, nos quais são estabelecidos preços e prazos fixos. Isso faz com que o valor do serviço fique muito caro.
Não é à toa que o preço da energia elétrica no Brasil é um dos mais caros no mundo.
Não faz sentido, na prática, estabelecer um preço e um prazo fixos, porque todos os anos surgem novas tecnologias mais baratas de geração de energia. Isso acaba deixando o custo muito alto para o brasileiro.
Redução da conta de luz com a Clarke
Com a desregulação do setor elétrico, as pessoas poderiam dividir sua conta de energia em duas: uma para a distribuidora e outra para o gerador.
Até que isso aconteça, a Clarke procurou ajudar as empresas a reduzir seus custos através de um melhor plano tarifário.
Em muitos casos, a economia na conta de luz pode chegar até a 30%.
Detalhe: o cliente só paga pelo serviço se realmente houver um abatimento em sua fatura de energia.
Ou seja, a solução é sem custo, sem investimento, e funciona em qualquer lugar do Brasil.
Pedro explica melhor como funciona o serviço:
A gente criou um produto que é um ajustador de tarifa, semelhante à adequação tributária feita por um contador para uma empresa pagar menos impostos. O que nós fazemos é uma espécie de adequação tarifária, escolhendo a melhor tarifa de energia para a empresa pagar menos, sem mudar nada no seu dia a dia.
Revolução do setor elétrico no Brasil
Para finalizar, Pedro citou três mudanças que podem revolucionar o setor de energia nos próximos anos no Brasil.
- Desregulação do setor elétrico, ou seja, abertura o mercado livre para todos os consumidores;
- Uso de baterias domésticas que permitam às famílias armazenar energia em casa;
- Preço por horário, com tarifas maiores ou menores de acordo com o momento do dia.
Grupo Pecuária Brasil
Na segunda parte da conversa, Felipe Souto bateu um papo sobre pecuária com Paulo Araripe, tesoureiro do Grupo GPB.
Araripe explicou que o GPB é uma associação de pecuaristas com cerca de 15000 membros.
O objetivo do grupo é organizar forças para defender as demandas do setor.
União de forças entre pecuaristas
Segundo Araripe, para o Brasil chegar à condição de maior produtor e exportador de carne do mundo, foi necessário um trabalho intenso de aumento de produtividade e conscientização.
Isso porque, nas palavras de Araripe, “o pecuarista sempre foi visto, de forma equivocada, como um vilão da natureza”.
O engenheiro agrônomo disse ainda:
A situação do pecuarista hoje é mais confortável por conta de fatores internos e externos favoráveis. Mas o que pode atrapalhar é o aspecto político e a concorrência de big players internacionais, que querem tomar o nosso lugar.
Por isso é tão importante a união de forças de pecuaristas em grupos como o GPB, para que a coordenação entre os membros permita que o setor continue crescendo e gerando empregos e renda para o país.
Perspectivas de crescimento da pecuária
Em seguida, Felipe quis saber de Araripe qual era a perspectiva que ele tinha para este ano de 2021 para a pecuária.
Estamos vivendo a melhor fase da pecuária da história. Em 2019, a arroba chegou a R$ 150, e eu achei que havíamos atingido o teto. Mas a alta do dólar e o número cada vez maior de países querendo comprar a nossa carne – que é sustentável e barata –, fez com que o preço da arroba continuasse subindo. Para se ter uma ideia, estamos comercializando a arroba hoje, em São Paulo, a R$ 300.
Araripe disse que, se as condições econômicas melhorarem, o dólar continuar valorizado e a demanda internacional seguir forte, é muito possível que a arroba chegue a custar R$ 500 em poucos meses.
Para quem investe em pecuária, este ainda é o momento de entrar no negócio!
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Confira na íntegra a conversa:
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