Bomba no Drex: será ?

Bacen e DREX

Nesta quinta-feira, 7 de agosto de 2025, o Banco Central anunciou nova guinada no projeto Drex (Real Digital), descartando o uso de tecnologia blockchain (DLT) nesta primeira fase, mas mantendo o horizonte de entrega até final de 2026  . A decisão foi justificada por limitações técnicas, especialmente no que tange à preservação da privacidade, além da dificuldade de equilibrar escalabilidade e programabilidade  .

O foco inicial agora será a reconciliação de gravames de ativos como garantias de crédito, integrando sistemas diversos de forma segura e eficiente, mesmo sem blockchain.

Reação do Mercado

Executivos de instituições participantes do piloto do projeto, que ja se manifestaram sobre o tema em matérias e grupos de WhatsApp, consideram a mudança uma decisão pragmática e acertada.

Para eles, a introdução gradual – com uma fase inicial mais simples, seguida por futuras implementações mais complexas – oferece um caminho equilibrado: mantém o projeto vivo e escalável conforme a tecnologia amadurece.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ressaltou que o Drex não é uma CBDC para substituir o sistema bancário tradicional; trata-se de um ecossistema tokenizado, capaz de conectar depósitos, garantias e contratos inteligentes de modo eficiente e supervisionado  .

Vale destacar também o peso transformacional do Pix, sistema de pagamentos instantâneos que já gerou cerca de R$ 106,7 bilhões em economia desde sua implementação em 2020, com perspectiva de alcançar R$ 40 bilhões/ano até 2030  . Esse é um exemplo emblemático de como infraestruturas bem desenhadas e escaláveis geram impacto real antes da adoção de tecnologias mais complexas.

Por que construir o básico primeiro faz toda a diferença?

  1. Infraestrutura Regulada como Base Sólida

    Antes de adotar blockchain e tokenização em larga escala, precisamos de uma fundação tecnológica robusta, segura e alinhada à regulação. Projetos como o Drex oferecem uma oportunidade de criar esse ambiente controlado, mitigando riscos operacionais e jurídicos.
  2. Faseamento Inteligente: do Simples ao Sofisticado

    A estratégia de lançar primeiro uma versão funcional que solucione desafios reais e tangíveis (como gravames), e só depois evoluir para blockchain, reflete liderança visionária, pragmática e orientada por resultados.
  3. Educação e Adoção Gradual

    O mercado – seja de fintechs, bancos ou corretoras – já se mobiliza em torno da tokenizaçãode tokenização. Mas uma adoção efetiva começa quando o usuário final compreende os benefícios e confia no sistema. Infraestruturas maduras permitem essa construção gradual de confiança.
  4. Interoperabilidade e Resiliência

    Com plataformas como o Pix bem integradas, o ecossistema financeiro ganha agilidade e impacto. O Drex – em suas fases futuras – poderá se conectar a esse ambiente já operacional, criando sinergias poderosas.

Conclusão

Endosso convicto a digitalização do mercado brasileiro, mas com um alerta estratégico: construir sobre alicerces sólidos é essencial para que blockchain e tokenização cumpram seu potencial transformador. O anúncio de 7 de agosto de 2025 sobre o Drex confirma uma abordagem inteligente: lançar o básico primeiro, e evoluir com segurança para a sofisticação.

Esse é o caminho corporativo que promove inovação com maturidade – e é a liderança responsável que o mercado brasileiro precisa ver. Se quiser, posso complementar com comparativos internacionais, roadmaps de implementação ou frameworks de governança para embasar ainda mais seu posicionamento.

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