Termômetro do mercado imobiliário brasileiro em 2025: sinais de cautela, oportunidade e transformação estrutural

Mercado Imobiliário

O ano de 2025 começa com uma inflexão no sentimento do setor imobiliário brasileiro. Enquanto a macroeconomia inspira prudência, o mercado permanece resiliente — apoiado em fundamentos setoriais, avanços regulatórios e novas formas de financiar o desenvolvimento urbano.

O relatório “Termômetro Imobiliário | 1T25”, produzido pelo GRI Club em parceria com a Brain Inteligência Estratégica, traça um panorama detalhado das expectativas de mais de 40 líderes do setor. Os dados oferecem um retrato valioso para investidores, incorporadoras, gestores e plataformas digitais que buscam antecipar movimentos e alocar capital com precisão.

Na Bloxs, entendemos que o mercado imobiliário precisa ser enxergado por uma nova ótica: digital, tokenizável, interoperável e regulado. E os sinais emitidos por este termômetro reforçam a urgência de modernizar os canais de originação e captação.

Macroeconomia em alerta: cautela ainda pesa

O dado mais alarmante do estudo é a percepção sobre a economia brasileira nos próximos 12 meses: apenas 2% dos líderes esperam uma melhora, enquanto 48% acreditam que o cenário permanecerá semelhante. Trata-se da pior expectativa desde o início de 2023.

“A combinação de juros elevados, ambiente político-institucional incerto e pressões inflacionárias impede avanços mais robustos no PIB e afeta diretamente o apetite por novos empreendimentos.”

Mercado imobiliário: otimismo contido, mas presente

Apesar do cenário macroeconômico desafiador, 27% dos entrevistados veem melhora no mercado imobiliário — uma retomada em relação ao final de 2024. Além disso, 68% esperam melhora nos resultados de suas empresas, o que evidencia um gap positivo entre o desempenho setorial e o ambiente econômico geral.

Segmento residencial puxa o ciclo de oportunidades

O segmento residencial aparece com destaque no radar de oportunidades, citado por 77% dos entrevistados — maior percentual desde 2023. Esse crescimento é impulsionado por:

  • Retomada do Minha Casa Minha Vida com maior robustez.
  • Queda progressiva da SELIC no 2º semestre (expectativa).
  • Demanda reprimida por habitação urbana acessível.

Outros segmentos com destaque:

  • Galpões logísticos (50%) continuam fortes com o e-commerce.
  • Loteamentos (34%) perdem tração, assim como escritórios (18%) e shoppings (14%).

Desafios estruturais persistem: crédito e custo no topo

O estudo evidencia o que o ecossistema já conhece bem: acesso restrito ao crédito e pressão de custos são os principais entraves à expansão.

  • 86% citam custos de produção elevados como o maior desafio.
  • 75% apontam restrições de financiamento como fator limitante.
  • 93% identificam a taxa de juros como o elemento crítico nº 1.

Essa realidade acende o alerta para a necessidade de alternativas de funding fora do sistema bancário tradicional — um movimento que fortalece soluções como tokenização de recebíveis, CRIs digitais e estruturas híbridas via plataformas como a Bloxs.

Estratégias de lançamento e alocação de capital

Apesar da pressão, 48% das empresas afirmam que manterão seus lançamentos conforme planejado — e 64% estão ampliando os negócios, ainda que com cautela. Isso revela que, mesmo em um ambiente desafiador, há resiliência no setor e foco em nichos com tração comprovada.

A racionalização de portfólio, com redução de lançamentos menos viáveis e priorização de ativos com liquidez elevada, é a tônica das incorporadoras mais ágeis.

Nova dinâmica de financiamento: hora de reimaginar a captação

O mercado financeiro tem testemunhado uma notável evolução na busca por soluções que aliem inovação, diversidade e acessibilidade para investidores. Nesse cenário, o foco tem se voltado para instrumentos que modernizam os tradicionais Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) por meio da tecnologia blockchain, transformando-os em CRIs tokenizados. Essa abordagem visa fracionar os ativos, tornando-os mais acessíveis e, consequentemente, elevando sua liquidez no mercado.

Outra vertente que ganha destaque são as operações de equity crowdfunding com liquidez programada. Essa modalidade oferece aos investidores a oportunidade de participar do capital de empresas em crescimento, com a vantagem de um cronograma de saída predefinido, o que pode otimizar o retorno sobre o investimento.

A securitização de recebíveis também segue em pauta, com a busca por Certificados de Recebíveis performados e pulverizados. A estratégia reside em transformar recebíveis já existentes e com histórico de desempenho comprovado em produtos financeiros, distribuindo o risco em diversas fontes para conferir maior segurança e estabilidade.

Finalmente, a desintermediação no processo de financiamento tem impulsionado o lançamento de novos projetos. Essa abordagem permite uma conexão direta entre o capital de investidores e as necessidades de financiamento de empreendimentos, o que resulta na redução de custos e na otimização do processo de captação, beneficiando tanto quem investe quanto os originadores dos projetos com condições mais favoráveis.

Geografia da expansão: interior ganha destaque

Embora São Paulo e Rio de Janeiro permaneçam como líderes em atratividade (66%), cidades do interior com potencial de crescimento foram mencionadas por 52% dos entrevistados — indicando um redesenho geográfico na alocação de capital. 

A interiorização do investimento deve ser acompanhada por estratégias de originação regional via agentes locais e tecnologia de gestão de risco granular — áreas em que a Bloxs tem investido fortemente.

Conclusão: O Mercado está pronto para o imobiliário 4.0

O relatório GRI/BRAIN 1T25 deixa claro: o mercado imobiliário segue pulsante, mas exige sofisticação estratégica e modernização operacional. O financiamento precisa ser mais ágil, transparente e acessível — e a tecnologia é o vetor que tornará isso possível.

Na Bloxs, acreditamos que o futuro do mercado imobiliário passa por:

  • Estruturação digital end-to-end: Simplificamos e digitalizamos todo o processo de emissão de ativos, desde a originação até a distribuição, garantindo eficiência e transparência. Isso inclui a digitalização de documentos, a automação de fluxos de trabalho e a utilização de contratos inteligentes para otimizar cada etapa.
  • Fundos tokenizados com interoperabilidade: Desenvolvemos fundos de investimento que utilizam a tecnologia de tokenização, transformando participações em ativos digitais negociáveis. A interoperabilidade garante que esses tokens possam ser transacionados e interagidos com diferentes plataformas e ecossistemas, aumentando a liquidez e o alcance dos investimentos.
  • Acesso descentralizado a investidores: Através de nossa plataforma, democratizamos o acesso a oportunidades de investimento, permitindo que uma gama mais ampla de investidores participe do mercado de capitais de forma direta e segura. A descentralização reduz as barreiras de entrada e promove uma maior inclusão financeira.
  • Compliance automatizado e custo regulatório reduzido: Utilizamos inteligência artificial e automação para garantir que todas as operações estejam em conformidade com as regulamentações vigentes. Isso não só minimiza riscos e erros, mas também reduz significativamente os custos associados ao compliance regulatório, tornando as operações mais eficientes e escaláveis.

Publicado por Bloxs Capital Market Solutions | Julho de 2025

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